domingo, 24 de julho de 2022

o bairro da minha infância

não são as criaturas que morrem

è o inverso sò  morrem as coisas

as criaturas não morrem porque 

de si mesmas se fazem em quem

 de si nasce à eternidade se condena 

uma poeira de túmulo

sufoca -me o passado sempre que


visito visito o meu velho bairro

a casa morreu no lugar onde nasci


a minha infância não tem mais onde dormir

mais eis de um qualquer pátio me chegam


silvestres risos de meninos que brincam

riem e soletram as mesmas folias com que


já fui soberano de castelos e quimeras volto

a tocar as paredes frias e sinto em mim o pulso


de quem para sempre vive a morte è impossível

abraço de água
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !