domingo, 24 de julho de 2022

prematuros olhos

muito antes de mim os meus olhos

andaram a despir o mudo o que era

roupa tombou num escuro abismo

desolada ave sob chuva e não era roupa

era a alma da gente sonhos à procura

do tempo  debruçado na margem a lavadeira

sabe não è de roupa que cuida è próprio rio

 que ela lava  e no seu ventre onde a luz se

ajoelha  certa vez se desenroscou a trança

do tempo


por isso mãe os meus olhos são teus

e eles não servem para ver apenas para


recordar o que antes de ser luz foi palavra

e corpo

 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !