sem sentido sob o sol sem luz alma cativa
que encerra no silêncio apagado o teu fogo
cintilante assim estou sem estar e mesmo no
poema sò suspiro clamo ou grito como a árvore
escarnecida que projecta o espaço suplicante
nudez de braços ressequidos tambèm o percurso
de aves migratórias que a primavera trará em obediência
a esse circuito vital de solar volúpia um sò gorjeio de ave
branca cujo o voo se espraia no desejo irrompe da concha
delicada transparente onde te guardo adormecida ...

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