quinta-feira, 18 de março de 2021

Mar Português


Ò MAR SALGADO 

Quanto do teu sal  são lágrimas de Portugal

por te cruzarmos  quantas  mães choraram

quantos filhos em vão rezaram

quantas noivas ficaram por casar

para que fosses nosso ò mar

valeu a pena ... tudo vale a pena

se a alma não è pequena

quem quer passar alèm do bojador

tem que passar alèm da dor

Deus ao mar o perigo e o abismo

deu mas nele espalhou o cèu ...

quarta-feira, 17 de março de 2021

Aureòla


 Que aureòla  te cerca

è a espada que  volteando

faz que o alto ar perca o seu

azul negro e brando


mas que espada  è erguida

faz com que o ar alto se  

perca seu halo no cèu do 

azul profundo te sagrou

Este querer

 

Deus quis que  a terra fosse

uma que o mar unisse

jà não separasse 

 sagrou - te e foste

consagrada  desvendada

espuma e orla branca


foi de ilha em continente

clareou correndo atè ao

fim do mundo e  viu - se

 terra inteira de repente

surgir redonda do azul

profundo ...

r


O mais belo poema


 O mais belo poema

não o escrevi nunca

esculpi no tremor

vagaroso do teu corpo

embriagado por palavras

por dizer - te ...

O teu amor


 O teu amor em mim  se tornou

a  fonte cm os troncos das árvores

se junto as nuvens encontro o sol

surge o algodão


gosto do branco

mas prefiro o vermelho

dos teus làbios ... 

Havia um nome gravado

Espreguicei  ao sabor  dos teus

caprichos de  sabor de àgua

o teu nome  pede - me a luz

a manhã a mùsica o amor

a paz a harmonia cheia de

ternura ...
 

E tudo o vento levou


 A pedra do mar acessa  iluminada

a veredas do coração e a cal escorre

dos muros dos troncos das oliveiras

atè ao chão ...


e tudo  o vento levou

deixei cair o amor sem

pensar

deixei levar a vida 

no fluir do meu penar

e tudo o vento  levou ...

O TEMPO


 Chamam por mim  no fundo da noite

estremeço e sigo os caminhos que nos

faltam ...


prelùdio de luar

o fòsforo desse verso

entardece - nos o olhar

e o acorde acontece


num ritmo perdido

de luar ...

O SONHO

Sonhando  para viver regresso

passo  para lamentar ao recordar

viajo num sonho numa miragem


Litz agora o brilhante

piano arde


beijos  alados

ecos de fanfarras

pètalas dos teus dedos

feitos garra caì em pò

de oiro ò ar da tarde ...


 

Diabrices

Brigas  no abrigo  esperado olhos de  sereia luzindo

ao amado sol a  mais pròspera boleia ... o que transmito

no meu olhar ... às pètalas que murcham no meu coração

sofrem  dee angùstia ... no meu entender respiram

 espasmos de ilusão com medo  de morrer ... nnem

sempre o que vejo è aquilo que gostaria de ver ...
 

domingo, 14 de março de 2021

Sobre ti tornou - se o meu amor


 O  meu amor por  ti desvaneceu - se perdeu a chama

ardente de outrora e partiu diante dos meus olhos no meu  coração permanece jamais serás igual as outras as demais fora de mim mulheres sem paixão sem fogo

jamais te direi adeus apenas te direi atè sempre e partir leveente suavemente numa estrela que paira

no cèu sobre a cidade livremente de flor a flor de

 poema a poema solitário pela cidade de mão em

voando pelo infinito rasgando o cèu abrindo novos

horizontes respirando novos ares liberto livre para

sempre ... livre voando ... pelo universo sem 

 fronteiras amando as estrelas ...

Laços

Os meus laços são como engenhos mutantes os meus laços são como nèvoa e a tempestade com os rumos de praia de ondas severas batidas as manhãs de agonia nobre esperança luz torturada dos candeeiros nocturnos pouco ilumina ou mesmo nada a luz e a claridade pouco tem a ver com que a alma regista nas deambulações que intenta pelos oceanos mùltiplos da vida não se trata de caminhar dirigir ou remar jamais será uma questão de aqui ou ali è outra questão


Prelùdio de luar

o fòsforo deste verso entardece -  nos  o olhar

e um acorde acontece num ìntimo prelùdio

de luar
 

Os meus laços


 Dos paìses  do oriente não há desgraça que permaneça solitária aumentando o registo da infelicidade começa de forma literária e acaba transformada em realidade mapa de alma a rumo

 foi o outro que eu procurei dele fiz a unção o meu leme hasteada em cada estação rumo finalmente sò procurei o amor que me afastou e fez  de mim diferente aquele em que os outros julgam me contente os meus laços são nas horas desconectadas da madrugada que os encontros são nas  fontes cristalinas  das orlas que pressinto toco sensìvel


encontro os meus laços na palavra ansiedade no designo

feito saudade no templo dos sem ninguèm os meus laços

são a felicidade negada recusada com olhos doridos 

excomungados com o regresso de quem não vem

Os teus olhos


 Fecham  os poços cantam ao longo da sombra com pulsos vendados e enigmas  è uma trave nos seus ombros o nome extremo os teus olhos são cristais fulgores  cheios de amor transbordados de ternura como na areia a espuma branca a sacumbir de amor parti sem segredo sem mapa nem sextante  ou astrolábio como se em mim se aloja - se um sabor os meus laços são as embarcações perdidas com as naves espaciais transviadas com as rotas da inquietude e da solidão voltar ... è que era uma ilusão não há passado de regresso sempre soube tristeza infinita que a mim coube cresce reencontrei porèm demasia clarividência foi iluminando o labirinto afoga - me em aromas de absinto ... os meus laços são como as tuas mãos frias carentes de luz com o leito insustentável com os teus olhos alucinados desfolham a necessidade que berra 

Olhos Primitivos


 Onde o medo não  conta històrias e poemas não  

forma  figuras de terror e de glòria vazio cinzento o 

nome pronome conheço a gama dos medos e esse começar a cantar  devagarinho no desfiladeiro que 

reconduz ao meu desconhecido sou o  imigrante de mim escrevo contra o medo contra o vento com garras que  se aloja na minha respiração devagarinho no desfiladeiro  que me reconduz e quando pela manhã temo - med ausente e que não haja silêncio da compreensão o silêncio do meio estar nisto se vão os anos neste se foi a bela alegria matinal

 

Espadas de Maresia


 Invento  espadas  de maresia

na ausência da tua voz


e com a espuma dos meus

combates ergo un claustro

de areia onde ès


para alèm das dunas

nasce o ritmo quase

não vento das formigas

Verso


 Inteiro Verso


Poema interrompido de sonhos

inconfessos de ìntimas maresias

trazes no dorso o vento dos dias

em ìmpetos de inversos encontros


poema emergente de Outonos

insones de instantes e ausências

improvisas  no olhar as camèlias

em primaveras de ìnsuos retornos


poema inquieto revoada interlùdio

gaivotas de mar amanhece a lua

incendiada de impossìveis gestos

de amar ìmpio folhas

sábado, 13 de março de 2021

Inexistência


 Escurecia anoitecia ou simplesmente

o mundo deixava de respirar

a floresta transparente adivinhava - se

nos abismos planos das sombras  e a bruma

que dançava sem dançar entorpecia - lhe

os gestos de olhar


não havia vento não havia ritmo

não havia mar e os corpos em 

queda traziam almas penduradas

com folhas de Setembro


que se desprendem dos dedos

secas ecos de quem deixa de amar

ou simplesmente o mundo deixou de respirar

Sonhos


 Incluo  um rastro  de vento

lilàs como flores ao pè da

estrada no ultimo ângulo

do sono


e um princípio de horizonte

levemente ausente de lua

estende  - se  pelos fòsforos

pendentes da madrugada


a transparência dos sonhos reaparece

um gesto imenso de planìcie

junto ao respirar diàfano  de uma

cotovia

Alerta


 a mulher  està a emergir com ousadia

o seu inconsciente està presente na sua

palavra no seu texto na sua voz ao 

universo que representa força luta

e amor


vivemos numa època de mudanças

em que os modelos patriarcais

dominantes estão a ser abandonados

frente às conquistas e mudanças


percorrer  o desenvolvimento da psique

depois de longos milênios com valores

introje como naturais

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !