sábado, 8 de maio de 2021

Universo Còsmico

Sulcas o universo da insònia

como um carrocel de vertigem

ainda que não te queira estrela

cadente e dissipas cintilações

cinzeladas na pedreira filigranada

da lava de ternura com que te sorvo

sem nunca te deixar petrificar no 

espaço intemporal da rotina bafienta

e sòrdida  aniquila qualquer corrente

còsmica nenhuma àgua se  extìngue

ou se dissipa antes obdece um cìclo

 interminàvel  para ser a vida


 

Aprendi

Cà fora a luz sem vèu do dia duro

sem espelhos vi que estava nu e ao

descampado se chama tempo por 

isso os teus gestos me vestiram

ae aprendi a viver em pleno vento


 

Maresia

metade da minha alma è feita de maresia

para atravessar contigo o deserto do mundo 

 enfrentarmos juntos o terror da morte para

ver a verdade para perder o medo ao teu

lado caminho por ti deeixei o meu reino

as minha ràpidas noites o meu silêncio

a minha pèrola  redonda e o seu oriente

o meu espelho a minha vida a minha 

imagem eabandonei os jardins do paraìso


 

Não podemos

proibir que os pàssaros possem

por cimadas nossas cabeças

mas podemos proìbir que eles

façam ninhos o que seria indisìvel

para ser mais claro temos que admitir

que pensamos muitas vezes em algo 

mau mas tambèm temos de admitir

que temos a capacidade efectiva

de não a praticar
 

àgua

 numa fonte de àgua não se consegue

extraìr àgua doce e salgada ao mesmo

tempo por isso devemos estar sempre

 atentos n que se faz deve - se procurar

 antes de efatizar uma acção examinar

primeiro paraque não se sofra com màs

 decisõese venha dar futuros transtornos

de consequências màs nas nossas vidas 

e dos outros
 

O pensamento è traidor

Com o pulsar cada vez mais forte

o pensamento é traidor são mais

são montanhas dificeìs de escalar

mas a alma tem de ser valente

e o pensamento ardente tem de dar

 um chuto no escuro contra o medo

uma exaltação ao instinto a coragem

para enfrentar os medos talvez enfrentes

o nosso interior mais fraco o lado sensato

omedo que se esconde em nòsdo fim

por exemplo de uma fonte de àgua

 

Alma

inexplicavelmente a minha alma

chora muda  ...  tudo me afasta

para bem longe de ti .. um frio

inexplicàvel que nem sei de

 onde nasceu corro para um

abismo que mais parece um

cismo violento bate com

 força quase que salta cà

para fora mas fica tão

pequeno que se esconde
 

Noite


 noite  que se  enche de sonhos

amor saudadee o desejo ardente

de ter são apenas fantasias cheias

de heresia còlera que o vento

transporta por parte incerta não

desespero espero paro escuto

o vento encntro  neste suspiro

um desabafo sinto àespera que

o sonho me toque

A mão do vento


 vem a mão do vento

abir o mar  as aves partem

as minhas mãos acendem 

o luar um trovão tremendo

um estrondo na memòria

explodem palavras a canção

do mundo asestrelas iluminam

risos de crianças

A Palavra

Hà palavras que o são

que são nossas

espaços que se enchem

corações que se alimentam

intervalos que se criam

palavre è uma delas

depois hà pètalas eco poço

silêncio sinceridade hà mais

ainda linhas intervalos palavras

que se enamoram com paixão

seamam depois nasce a alegria
 

Deixei - me levar

Deixa - me levar

deixei a vida fluir

do meu penar

e tudo o vento

lavou

sulcas o universo

da insònia

como um carrocel

de vertigem
 

São mil gotas

São mil gotas de neblina

muito fresca a tombarem

nas folhagens do som que

escuto pudesse ser a metàfora

dos pàssaros que ora voa ora

se aninha no meu peito feito

mensagem pura e cristalina

com a voz que convida a libertação

 

O AMOR

Deixei cair o amor

sem pensar

o pão e a àgua

a cama e a mesa

os pequenos e dòceis

animais onde tambèm

quero que chegue o meu

canto e a manhã de Maio
 

E tudo o vento levou

Procuro - te antes de a morte

se aproximar procuro - te

nas ruas nos barcos ... de noite

de   dia com amor com òdio

ao sol à chuva ao vento sem vento

alegre triste e tudo o vento levou
 

Para alèm


 Fui alèm do meu ser

que nada me faz viver

os mistèrios dos prazeres

que envolve a melodia

dos contos que escrevo

 enquanto o verão pinta

o cèu e o mar è davassado

pela estrada

Não serei

poeta nem serei a palavra

que ecoa dentro de mim

por eu me sdentir assim

vou alèm dos sentimentos

jà descrevi olhares ardentes

jà li làbios de desejos

jà vivi amores proìbidos

jà viajei nos mistèrios sombrios

ou melodias de amor
 

As Vozes do Silêncio


 cada ilha um livro

e um filho parido

por hàbil febre

a mar

dedos de marfim

por escrito

passo a passo a màgoa

Ò MÃE

Canta - lhe a canção 

os versos de amor

na vidaque a dor

povoa se hà uma coisa

boa que è dormir

tudo irà correr bem 

Amor e Poesia

acendes na aurora a nossa lâmpada

marinha enquanto a crisàlia rompe

omelenàrio càrcere meu amor

sopro fino a rigor de vento a rigor 

 levando a areia o rosto hirto

breves horas que eu gozava a glòria

que a minha alma apetecia e sem desconfiar

da aleivosia teu lisonjeiro obsèquio acreditava

na praia là na boa nova edifiquei alto castelo

o que è fantasia tudo de làpis azul e coral

 

O GRITO


 O grito que nos rouba

a voz o corpo e a cor

oh .. deixai - me falar

gritar dizer lamber

beber a cor

Vento

ardem cìlios ao vento para

quem ama eu falo da mara -

vilhosa   cor bebo a cor serena

ambìgua a violeta cor vazada

sobre o corpo grosso das cidades

Andaluzas toco  intensamente a

cor da festa tropical quente a fria

copr burguesa a cor operària a

sinfonia da cor que ao fim da tarde

vem passar sobre os làbios
 

Fuga

o musico procurava fixar
em cada  verso o cântico
disperso na luz na àgua
e no vento porèm  vento
e àgua variam o riso
e a màgoa de momento
a momento em vão  a aurora
dos dedos se elevados não
traduz os sùbitps secredos
escondidos novento na àgua
e na luz
 

Nada podeis

nada podeis contra o amor

contra a cor da folhagem

contra a luz nada podeis

contra a carìcia da espuma

podeis dar - nos a morte a

mais vil isso podeis e è tão

pouco para quem ama
 

Agitam -- se as àguas


 ventos magnèticos agitam - se as àguas

espalham - se  arrepios a superficie

distantes os ìdolos ficam  sòs no meio

do caminho servem - se de espantalho

aos pardais e quando voltas a jogar

regressas anònima  fitando a ùltima

estrela

Fraqueza jamais esquecida

mas  oh ... perdoe - me èa sua voz cansada
que oiço eu não quero vê - la sofrer
           eu morreri
para ti simplesmente um nome clamoroso
 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Os teus olhos

simplesmente os teus olhos rasgados

o sofrimento a paixão a alegria

a violência o perdão

tudo lhe è atribuìdo o seu perfil

tão elegantemente descerrado

nopta - se um sorriso virginal

que lembra  o despertar de uma

flor numroseiral

 

Um Poema

Um poema que seja sò  amor

por amor  para ti meu amor

um poema em que cada plavra

esteja em ti e onde possa amar

 - te um poema aqui neste

 poema e por amor um poema

a querer - te amar


 

Um Poema

Quero  fazer um poema de amor

que não conheces

das coisas que penso

do amor que te  devo

da vontade de amar

das carìcias  perdidas

na rotina do quotidiano

na cruelidade do tempo 

no equìvoco da vida

 

Viagem

Neste lugar parado das coisas

cada palavra combate a ignorância

das coisas que hão - de mudar no

momento exacto da partida resulta

sempre uma nova imagem que è

 inversa ao caminho percorrido

de conteùdo  ausente no espaço

onde a noticia antica permanece

como a novidade recèm nascida 

de surpresa nua quecomeça no

principio metàlico da descoberta

que deu luz a poesia desmedida

que desfeitarà a invasão exacta

das coisas aprendidas no momento

exacto da chegada
 

Minha Deusa


 Tu ès o principio e o fim eu sou

agora o tempo que quisete ontem

tambèm o era mas ontem e hoje

são um tempo para  mim mas para

ti minha Deusa ontem e amanhã são

apenas tu contigo è sempre presente



quinta-feira, 6 de maio de 2021

pòlen

no teu peito  è que pòlen

do fogo se junta  a nascente

alastra na sombra nos teus flancos

è que a fonte começa a ser rio  de 

abelhas rumor de tigre da cintura

aos joelhos è que a areia queima
 

isto podia ser

hiperbòlico mas não è

porque existe o teu corpo

um corpo podia ser um

territòrio calmo onde

repousar mas não è

porque existe operfume

do teu corpo em ti seria

sempre uma batalha perdida

mas eu contigo  não  me importo

perder foste tu que me fizeste vencedor
 

sò me pergunto

onde estàs tu

que desfocaste

todas

as imagens a minha

volta os vermelhos

ès o sol a terra o

 nascimento de tudo

eu morro mais um pouco

cada vez que partes e levas

um pedaço de mim


 

quero sò


 o teu  mercùrio quero sò o mercùrio

da tua lìngua

rodas de magia comandam  saturno

o meu corpo e eu não consigo que

parem è o meu pensamento que

comanda  este momento

e ès tu que comandas o meu pensamento

conheço outras vidas se è quese pode

chamar vida são corpos marionèticos

sem cor

não sei mais


 o norte jà não me importo

quero o sul deste que tu

là estejas e quero sò o teu

sabor

a primeira carta

de amor portas e janelas

fechadas estas palavras

são tuas

não quero que o vento

as leve por esse mundo

fora e as sussurre alguèm
 

segura

segura o meu coração

prende - me ao meu

respirar  sou a lava

que explode sò de te

ver

 

ès o branco

segura  a minha mão

prende - me ao teu

ventre  soua a dura

escultura presa ao teu

corpo para sempre

 

ès a flor


que brota num jardim

por semear

ès o vento  o veludo

sinfonia     

que embala o vento


ès o canto da cotovia

ès o canto da cotovia a luz

em noite escura

ès o arco  ìris

o sorriso que aproxima

 ès o cuco

que anuncia a chegada 

da vtòria

ès o som que embala

e que faz dançar
 




sempre a sorrir

ao teu lado contigo

ao meu lado

viajar contigo

sem destino definito

cheio de amor para

estar contigo ao teu lado

longe de tudo desfrutando

somente o amor
 

a minha sombra fala por mim

por mim fala

a inha  ansiedade

respiuro o perfume

 ternurento do teu 

corpo navegas no 

meu pensamento

 

sou feito

sou  feito de areia fina

que o vento levanta

mas ninguèm segura


sou enfim a chama

acesa que te queima

sem te tocar que acaba

na làgrima covarde

do teu rosto a chorar
 

na boca do marinheiro

do fràgil baco veleiro

morrendo

a canção màgoada

diz o pungir do desejo

do làbio a queimar de

 beijos que beija o ar

e mais nada
 

abraço


 abraço o estômago

da rivalidade

abrindo fogo com

a arma da necessidade

que berra de tal onda 

viciada o esqueleto cravado

em terra da morte  esquecida

no presente desfolha a necessidade

que berra


noite


  a noite se repete

a tristeza

abafa o medo

de possuìr demònios

nas veias enrosca em

 forma de torpedo

no riacho da tua cela

vida

eu no rosto da vida

sufocado pela timidez

saem frases perdidas

no encher das marès

o vazio da lua cheia

debruça - se nos meus

braços corre - me nas 

veias meus versos

em forma de traços
 

acreditar


 talvez  tu não

acredites

não hà uma ùnica

respiração do meu dia

em que não pense

em ti

cèu

não acontece o apocalìpse

mas conjuga - se a imaginação

que vigente decora o  cèu

e consegue  colorir  os esapaços

vazios ... desde que te conheço

que esta minha realidae ruìu

não que  ela me fizesse feliz

antes pelo contràrio era tão fràgil

mas mantinha - me e era palpàvel

hoje sinto repulsa se alguèm me toca

nenhuma boca me desperta nenhuma

pele me aquece


 

chamas

existem  chamas

que  aproximam

peles que convidam

o corpo mendiga na

 liberdade e a saturação

apròxima
 

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !