no meu quarto fechado
na minha solidão cheio
de amor com um fretàrio
de paixão a minha esbelta
princesa
secret confessions written
in midsummer in my room
full of love wit a fretario et passion
to my slender princess
no meu quarto fechado
na minha solidão cheio
de amor com um fretàrio
de paixão a minha esbelta
princesa
secret confessions written
in midsummer in my room
full of love wit a fretario et passion
to my slender princess
na solidão não se sente sò e atè mesmo
sem nada fazer não se sente vazio na mão
sente o preenchimento do universo no coração
everyone sleeps in the shadows to live and who
even in solitude does not feel alone and even wothout
nevoeiro ou madrugada pode
ser de noite mas sempre que
damos as mãos transformamos
- nos na mesma matéria do mundo
somos árvores velhas e chumbo nevoeiro
ou madrugada
se o barco não singrar
não chegará e o moribundo
irà morrer sem que veja o filho
que o barco lhe levaria
não deixes apagar a chama deste amor
senão morro congelado cheio de frio
abandonado no silêncio que se instalou
em nòs apagado reacende a chama deste amor por ti por mim por nòs pela humanidade na chama universal do amor
as mãos somos um barco
feito de oceanos de ondas a agitarem
sobre as ondas mas ancorados ao oceano
pelo próprio oceano
que te dei amor exacto vivo desenhando
o fogo que eu pròprio queimei amor que destrói
e destruiu a fria arquitectura desta tarde sò a ti
canto que eu jà não sei outra forma de ser e de
me encontrar sem o teu amor
foi para ti que lhe dei perfume
por ti rasguei ribeiros e dei as
romãs a cor do lume foi por ti
que pôs no céu o luar e o mais
verde nos pinhais foi por ti que
deitei no chão um corpo aberto
como os animais sò as tuas mãos
trazem os frutos sò elas despem
a màgoa destes olhos choupos
carregados de sombras e raso
de água sò elas são estrelas penduradas
nos meus dedos ò mão da minha alma
flores abertas aos meus segredos
são três quatro palavras que te
quero confiar para que não se extinga
o seu lume breve palavras que muito
amei que talvez ame ainda elas são a
casa o sal da lìngua
se perde se escuto sò oiço
o teu rumor de mim nem um breve
sinal imagens dos gestos que tracei
escuta ainda tenho uma coisa a dizer
não è importante eu sei não vai salvar
o mudo não mudará a vida a ninguém
quem hoje è capaz de mudar a vida
de alguèm
passa estala no chão e as portas
batem quando a noite cada nò
se entrelaça
límpidos nas auroras a nascer
porque o céu e o mar não seremos
nunca os deuses capazes de os viver
os nossos frutos nem as flores
o céu e o mar apagam - se exteriores
e tornam - se os fantasmas que sonhamos
julgamos que viver era
abraçar o rumor dos pinhais
os azuis dos montes e todos
os jardins verdes do mar
escurece e o vento passa
estala o chão e as portas batem
quando a noite cada nò em si
deslaça
que a vida seja limpa de todo
o luxo e de todo lixo chegou o tempo
da nova aliança com a vida
o teu perfil que nenhum
deus se lembre do teu
nome
para ti criei um dia
puro livre como o vento
como florir das ondas
ordenadas
o dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do
silencio e livre habitamos a
substância do tempo
dai - me a beleza imensa e nua
do que è frugal quero comer devagar
e gravemente que sabe o contorno carnudo
e o peso grave das coisas não quero possuir
a terra mas ser como ela não quero possuir nem dominar porque quero ser esta è a necessidade com veemência e fùria defendo a fidelidade por estar terrestre o mundo de ter perturba paralisa e desvia os
seus círculos o estar o viver o ser
divina do teu ombro procurei a
ordem intacta do mundo a palavra
não ouvida longamente sob o fogo
sob o vidro
a minha boca e os meus dedos
enrolei - os a mim em círculos
inumeráveis e em contemplações
intermináveis dissolvi - me em nos
segredos
como o mundo mal
de amar neste lugar
de imperfeição onde
tudo nos quebra
e emudece tudo nos
mente e nos separa
algumas palavras de ódio algumas
palavras de amor o tapete que vai
partir para o infinito esta noite ou
uma noite qualquer
a meu favor
as paredes que insultam devagar
certo refúgio acima do murmúrio
que a vida corrente teime em vir
o barco escondido pela folhagem
o jardim onde a aventura recomeça
a palavra amigo !
è um sorriso de boca em boca
um olhar bem limpo
uma casa modesta que se oferece
um coração pronto a pulsar na nossa
mão !
amigo ( recorda - se de ti escrupulosamente )
detritos ?
amigo è o erro corregido não o erro perseguido
explorado è a verdade partilhada praticada
amigo è a solidão derrotada amigo è uma
grande tarefa um trabalho sem fim um espaço
ùtil um tempo fèrtil amigo vai ser è jà uma grande festa
e eu não amo
há as mulheres que me acamam
e eu acamo
há a mulher que amo não me ama
nem me acama
ah essa mulher !
tu eras mais feliz
Apolinaire
montado num obus voavas
à mulher tu foste mais feliz meu artilheiro tiveste amor e guerra eu andei para marinheiro pus óculos e fiquei em terra upa garupa na mulher que me acama que outra è contigo no coração que bem queres sofrer pelas mulheres
que fizeste nesse céu onde o olhar è uma asas que não voa
esmorece e cai no mar que perfeito coração no meu peito bateria meu amor na tua mão nessa mão onde cabia perfeito o meu coração se um português marinheiro dos sete mares andarilho fosse quem sabe o primeiro a cantar - me que inventasse se um olhar de novo brilho no olhar se enlaçasse que perfeito coração no meu peito bateria meu amor na tua mão nessa mão onde cabia perfeito o meu coração de dizer adeus a vida as aves todas do céu me dessem na despedida o seu olhar derradeiro esse olhar que sò era teu que foste a primeira que perfeito coração bateria no meu peito morreria meu amor na tua mão onde o perfeito bateu no meu coração
que já que è o teu desaparecimento
digo - te adeus
e como um adolescente tropeço
de ternura por ti
defendo - me da morte quando dou
meu corpo ao seu desejo violento e
lhe devoro o corpo lentamente
mesa do sonhos no meu corpo
vivem todas as formas e começam
todas as vidas ao lado do homem
vou crescendo e defendo - me da
morte povoando de novo sonhos
a vida
palavras de amor de esperança
de imenso amor de esperança
louca palavras nuas que beijas
quando a noite perde o rosto
palavras que se recusam aos
muros do desgosto de repente
coloridas entre palavras sem cor
esperadas inesperadas como a poesia
ou o amor o nome de quem se ama
letra a letra revelado no mármore distraído no papel abandonado
palavras que nos transportam aonde a noite è mais forte ao silêncio
dos amantes abraçados contra a morte
quando a minha amada
dorme abraçada a mim
a noite inteira e depois
vai - se embora ao raiar
do dia com passos silenciosos
deixando o seu perfume enchendo
o quarto com a sua exuberância
mesmo e aquilo que eu
presumir tambèm presumirás
por cada átomo que há em mim
igualmente habita em ti
cintilações cinzeladas
na pedreira filigranada
da lava de ternura com
que te sorvo sem nunca
deixar que te deixes petrificar
no espaço intemporal da rotina
bafienta e sórdida que aniquila
qualquer corrente cósmica
as sombras desabafando
a luz da noite garrida
cabelos soltos ao vento
esvoaçando entre o esforço
e a vontade juntas formam
a sombra do mal
onde a alma pontifica reflexos distantes
mas sempre acesos como se a linguagem
fosse um céu de estrelas que ora determina
o rumo o norte o caminho do poema vivo que
já fomos nas marcas do tempo que traçaste ora
aponta o rumo do sonho que almejamos por sermos
estrelas do universo que seremos sulcos o universo da
insónia como um carrossel de vertigem
de espuma e soçobro na água
profunda do teu ventre como
se o abraço liquido de dois amantes
não fosse o que somos por sermos
um sò
anunciada num farol de proximidade
cujo valor alcance dissipa vacilantes
cintilações somos agora um mar de
tranquilidade sob o lençol prateado
das vagas onde o assombro
a ilha do teu corpo como um pedaço
de areia brilhante
intensifica o silêncio
a poesia è a voz da alma
que em versos se expande
o universo os poemas são
as dádivas que nascem dos
dons de Deus alias na efémera
e breve vida tudo nos è emprestado
somos meros usufrutuário nada
além dos nomes nos pertence ... nada
se tu existes
sò nos pertence o gesto
que fizemos não o fazer
iludiria a divindade que em
nòs supõe errada por convencida
em mim espanto
amor dà - me de beber
antes a água dos teus beijos
para que possa leva - la aos
astros pequenos sò essa água
fará reconhecer o mais profundo
o mais intenso amor do universo
e eu quero que dele fiquem a saber
atè as estrelas mais antigas e brilhantes
para que em ti eu possa
buscar os sentidos dos sentidos
o sentido da vida procura - me
com os teus antigos braços de criança
para desamarrar em mim a eternidade
essa soma formidàvel de todos os momentos
livres que um e outro pertenceram
o que era mau e poderia
ser fatal estamos na plena
posse dos nossos destinos
fundidos num sò o nosso
amor não terà a frescura dos
primeiros tempos mas è um amor
a prova um amor que conhece a sua
força e que mesmo para além do túmulo
espera ser infinito
o amor quando nasce vê a vida
o amor que dura vê a eternidade
minha vida e te resolves a deixar - me
na margem do coração em que tenho
raìzes sairão em busca de outra terra porém
se todas as dores a toda hora se te sentes
destinada a mim com doçura implacàvel
se todos os dias uma flor te sobe aos làbios a
minha procura meu amor ai inha amada em mim
todo esse fogo se repete em mim nada se apaga
minha amada nem se esquece o meu amor alimenta - se
do teu amor e enquanto
viveres estarei nos teus braços
sem sair dos meus
amo - te pois que de dois
modos è a vida a palavra
è a asas do silêncio o fogo
tem a sua metade de frio
amo - te para começar o infinito
e para não deixar de te amar nunca
por isso não te amo ainda amo - te
e não te amo como se tivesse a chave
da felicidade e um incerto destino infeliz
o meu amor tem duas vidas para amar - te
por isso te amo quando não te amo e por isso
te amo quando te amo
haver outros poemas de amor os
teus olhos são as minhas flores
não existem flores melhores em
que se beba o bálsamo do amor
your eys are mine poems could
not be other are my flowers in
which drink the balm of love
tal poema se eleva na escrita deste
último verso desaparece
i go out growing in the air of
the plain where a bird such
a poem soars in the writing of the
last verse dissappears
que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !