o sorriso a inspiração
e eu que cercaste os pensamentos
com a mesa e harpa vou para ti com
a beleza oculta o corpo iluminado
pelas longas luzes
o sorriso a inspiração
e eu que cercaste os pensamentos
com a mesa e harpa vou para ti com
a beleza oculta o corpo iluminado
pelas longas luzes
durar teus olhos
transfiguram as tuas mãos
descobrem a sombra da minha face
agarra a tua cabeça áspera e luminosa
e digo
ouves meu amor
eu sou aquilo
que se espera para as coisas
para o tempo eu sou a beleza inteira
a tua vida a deseja para mim se erguem
os teus olhos de longe tu pròpria me duras
em miinha velada beleza
não há gesto ou verdade onde
não dormissem a tua noite e loucura
não há vindima ou água em estivesse
a pousar o silêncio
digo
olhar o mundo
è um mar no amor
o sinal e a vinha
plantas bichos águas
cresceram como religiões
sobre a vida e eu nisso demorei
o meu frágil instante porém o teu silêncio
de fogo e leite repõe a força maternal e tudo
circula entre o seu sopro e o seu amor as coisas
nascem de ti como nascem os campos fecundos
os instantes começam a tua oferenda como as guitarras tiram
o seu inicio da musica nocturna
onde a beleza que transportas
como um peso árduo se quebra
em glória junto ao meu flanco
martirizado e vivo para a consagração
da morte erguei um violino beijarei as tuas mãos fecundas e a madrugada darei a minha voz se confundia com a tua ... oh ! ... teorias de instinto
dom de instinto dom de inocências taça de beber
junto a perturbada intimidade em que me acolhes
vasta que a pedra a morte
a carne cresce no seu espírito
cego e abstracto atinge a aurora
pobre insiste de violência a imobilidade
aquática
o acordar das ervas
e as estrelas desempenhadas
da órbita viva porém tu sempre
me incendeias esqueço o arbusto
impregnado do silêncio diurno
a noite imagem pungente com os
deuses esmagados e ascendidos
não te esqueçam meu coração de sal
e brandura entoce meu hálito com sombra
a tua boca penetra a minha voz como a espada
se perde no arco
enquanto gela a mãe
em sua distância a lua estiola a paisagem regressa ao ventre o tempo desfibra - se
um ligeiro pescoço
de planta onde uma
chama começa a fluir
o espírito a tona da tua face
estará a pedra da noite então
cantarei a exaltante alegria da morte
com uma flecha em seu flanco
cantarei enquanto mamar da minha
carne uma videira de sangue cantarei
seu sorriso ardendo suas mamas de pura
substância
a alegria da morte
enquanto mamar
da minha carne uma
uma videira de sangue
cantarei seu sorriso ardendo
suas mamas de pura substância
a curva quente dos cabelos
beberei da tua boca para depois
cantar a alegria da morte
e o seu arbusto com ela encontrarei
a noite dai - me uma folha viva de erva
uma mulher seus ombros beijarei a pedra
pequena do sorriso de um momento mulher
quase incrida mas com gravidade dois seios
com peso lúbrico e triste da boca seus ombros beijarei
uma mulher com quem
beber e morrer quando
abrir o instinto da noite
e uma ave trespassada
por um grito marítimo e o pão
invadido pelas ondas seu corpo
arderá mansamente sob seus olhos
palpitantes eles imagens vertiginosas
a altas um curto pensamento de alegria
um lençol mordido por flores com àgua
enquanto o dorso imagina
sob os dedos os bordões
da melodia a morte sob os dedos
navega o sangue desfaz em embriagues
dentro do coração faminto
oh ! cabra no vento e na urze mulher
nua sob as mãos mulher de ventre
escarlate onde o sol põe o espirito
e o seu arbusto de sangue
com ela encontrarei a noite
dai - me uma folha de erva
uma mulher seus ombros
beijarei a pedra pequena do sorriso
um momento mulher quase incrida
mas com gravidade de dois seios
com p+peso lubrico seus ombros
beijarei
cantar ? longamente cantar
uma mulher com quem beber e morrer
então devemos fazê - lo
quer ela nos peça ou não
para a arte de viver è preciso
saber a arte de ouvir e ter paciência
sempre existem pessoas que se declaram
perfeitas porque exigem pouco de si mesmas
devemos caminhar nas direcção do nosso maior temor
ali reside a nossa maior esperança o correr das águas
a passagem das nuvens o brincar das crianças o sangue
nas veias esta è a musica de Deus
passa na vida de toda
gente em qualquer idade
em qualquer momento estás
a sonhar o que è o que não è
na verdade são desejos
desejos esses que são sonhos
podem ser ardentes ou não
mas tu num sonho vives como
uma multidão
a noite tudo è silencioso
o vento bate - me o rosto
e enxuga - me uma lágrima
que caí
porque me lembrei de ti
do teu sorriso do teu olhar
e a saudade chega tão repentinamente
que não ouve tempo para eu te
dizer eu te amo e adormeci a amar - te
ao descanso não podes saber
o valor da paz sò quando todo
o anelo renúncias sem objectivos
nem mais desejos
e já não te dàs a sorte a qualquer
nome já a maré dos eventos não
te atinge o coração se acalma
a tua alma
o pudor vale sobretudo para
a sensibilidade como o obstáculo
para a energia a maioria pensa com
a sensibilidade eu sinto com o pensamento
para um homem vulgar sentir è viver para
mim è viver e sentir nâo è mais do que o
alimento de pensar a renúncia a libertação
è não querer poder
para chegar a mim mesmo
observando atentamente as pessoas
com a suficiente atenção sem me preocupar
em querer saber mais do que elas a seu respeito
respeitando integralmente esse seu espaço não
devemos fugir da vida activa para a vida contemplativa
ou vice - versa mas variando entre ambas e ter a nossa morada e participar de ambas respirar o ar e comer o pão ...
por se conseguir sempre quem quer
nascer tem de destruir um mundo
destruir no sentido de romper com
o passado e as tradições já mortas
desvincular - se do meio excessivamente
cómodo e seguro da infância para conseguente
dolorosa busca da razão ser è ousar ser
para si mesmo nada lhe posso dar a não
ser a chave e um impulso não posso
abrir - lhe outro mundo além do que
a sua própria alma não existe nada tão
mau selvagem e cruel na natureza quanto
os homens normais para que resulte deve
ser tentado o impossível
sempre se inclina
ao vento o ramo
em flor para cima
e para baixo sempre
o meu coração vai feito
uma criança entre claros
nublosos dias entre ambições
e renúncias atè que as flores se
espalhem e o novo ramo se enche
de frutos atè que o coração farto
da infância alcança a paz e confessa de muito agrado
e nada perdida foi a inquieta jogada da vida
deve estar pronto
para a despedida
e para o novo começo
com ânimo e sem lamurias
sempre aberto para novos
compromissos dentro de cada
começar mora um encanto que
nos dà força e nos ajuda a viver
sejam brisa e calafrio que
o delicioso e bom tenha escassa
duração fogo de artificio flor
nuvem bolha de sabão riso de criança
olhar de mulher no espelho e tantas outras
coisas fabulosas que mal se descobrem somem
disso com pena sabemos o que è permanente e
fixo não queremos tanto bem gemas de gélido
fogo ouro de pesado brilho
como nòs e não calam no fundo da alma
não parece que o melhor mais digno do
amor se inclina para o fim beirando a morte
e o que mais encanta as notas de música que
ao nascerem já não fogem e desvanecem são
brisas são águas caça feridas de leve màgoa
que nem pelo tempo de uma batida de coração
deixem - se reter prender som mal se tocam
já se esvaiam vão se embora
ao vivo não ao seguro e durável
cansa - nos o permanente rocha mundo
estrelas almas ... almas de ar e bolhas de
sabão cingimos no tempo efémeros a quem
o orvalho na rosa o Ilídio de um passarinho
o fim de um painel de nuvens fulgor de neve
arco - íris borboleta que esvoaçava eco de riso
que sò de passagem nos alcança pode valer
uma festa ou razão de dor amamos o que è
semelhante a nòs e entendemos os rabiscos
que o vento deixa na areia
as pessoas foram
levadas a acreditar
que a promoção
do conforto físico
e o da aparência è o que
mais conta existe uma desvalorização
do conforto moral e afectivo
ferindo - se de tortura
dói - me a distância da lembrança
do teu vestido caído aos nossos
pès
sobre a terra que inunda de amargura
e nem sequer a bênção do luar a quis
tornar devidamente pura ninguém vem atrás
dela a acompanhar a sua dor è cheia de tortura
oiço - a a soluçar ò noite escura porquê que ès
assim tão escura e assim tão triste ? è que talvez
ò noite em ti existe uma saudade igual a que contenho
saudade que eu não sei de onde me vem talvez de ti ò noite
ou de ninguém que eu nunca sei quem sou nem o que tenho
tenho em mim todos os sonhos
do mundo tudo è ousado para
quem nada se atreve tudo vale
a pena se a alma não è pequena
è preciso ser realista para se descobrir
a verdade è preciso ser romântico para
crià - la não sou da altura que me vêem
mas sim da altura que os meus olhos podem
ver o homem è do tamanho do seu sonho
tudo vale a pena se a alma não è pequena
eu sou aquilo que perdi o único sentido oculto
das coisas è que elas não têm nenhum sentido oculto
sentir è estar distraido
momentos de ócio paixão
e prazer parado no tempo
impossível ficar pois este
mundo não pode parar
parado no tempo
haveria esperança
não haveria fome
nem guerras
haveria o sorriso
de uma criança
irei tentar adormecer sem
me deitar e ficar nos teus
braços irei cheirar a tua
inspiração para me deitar
no teu perfume cheirar o teu corpo
saborear o teu hálito pôr as raízes
dos teus cabelos ... para tentar obter
o teu sorriso passo com a lìngua
entre os teus lábios posso sonhar
um sonho sò meu viajo pelo o teu corpo
deslumbrante carregando baterias de prazer
a tua p'ele macia e brilhante reanima - me a fonte da vida
mas tenho que querer
o que for o êxito està
no ter êxito e não ter
condições de êxito
condição de palácio
tem qualquer terra larga
mas onde està senão o fizeram
ali ? Deus quer o Homem sonha
a obra nasce o valor das coisas
não està no tempo que elas duram
mas na intensidade com que acontecem
por isso existem momentos inesqueciveis
coisas inexplicaveis e pessoas incompativeis
ao vento o ramo de flor para cima
e para baixo o meu coração vai sempre
feito criança entre claros e nebulosos dias
entre ambições e referências atè as flores
se espalham e o ramo se enche de frutos
atè que o coração farto de infância alcança
a paz e confessa de muito agrado e não perdida
foi a inquieta jogada da vida
encontrei - me com imensa
gente e uma luz ao fundo
luzia era mais um nascer
de mais um dia complicado
mais umas horas a correrem
para se alcançar o desejado
e a desejar que chegue a hora
para voltar a sonhar não querendo
deixar agora o que è lindo acabar
que passa na vida de toda gente
em qualquer idade em qualquer momento
sonha - se o que não è na verdade são desejos
desejos esses que são sonhos podem ser ardentes
ou não num sonho vive - se com a multidão
triste e isolado vê - se ao fundo
a tristeza do mundo já tenho a
vida poluída vivo num beco sem
saída por isso vou para o outro
mundo e não quero ser perseguido
porque a dor è no fundo uma mensagem
e um pedido para mim e para a minha amiga
a sussurrar nos teus
ouvidos palavras de
amor as tuas mãos
tocam o meu ventre
viajando pelo o teu corpo
entre vales de maravilhosos
prazeres digo - te coisas
que não ouves
falo - te de sonhos e fantasias
beija - me ama - me
sonho - te sem pressa
o teu olhar entre o meu mergulhamos num orgasmo desfalcendo nos teus braços
Cumplicidade Afecto
Lealdade Fidelidade
Respeito tudo isso um
dia encontrarei numa
única pessoa em ti meu
amor
que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !