Escurecia anoitecia ou simplesmente
o mundo deixava de respirar
a floresta transparente adivinhava - se
nos abismos planos das sombras e a bruma
que dançava sem dançar entorpecia - lhe
os gestos de olhar
não havia vento não havia ritmo
não havia mar e os corpos em
queda traziam almas penduradas
com folhas de Setembro
que se desprendem dos dedos
secas ecos de quem deixa de amar
ou simplesmente o mundo deixou de respirar

Sem comentários:
Enviar um comentário