domingo, 10 de julho de 2022

escuto

sem ouvir esse gorjeio rarefeito pelo tempo

transparente transbordante como se a verdade

ocultasse o que no seu seio se vê sem se mostrar

è então que eu sinto o teu perfume odor felino

de fêmea apetecida incendiar os sentimentos

da memória decantados no ferimento da insónia

fosse este poema o mar dos teus cabelos e brilhante

noite de luar escreveria pesaroso a ausência dessa luz

fatigado pelo tempo revolto da vontade fosse este mar

de signos cintilantes a obscura razão da letargia que nenhum


limbo redime  por acaso na rota parabólica

da agonia traçaria o teu corpo a ruptura


ao nível da folhagem que nenhuma tempestade iludiria

já que fomos primavera no inverno
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !