transparente transbordante como se a verdade
ocultasse o que no seu seio se vê sem se mostrar
è então que eu sinto o teu perfume odor felino
de fêmea apetecida incendiar os sentimentos
da memória decantados no ferimento da insónia
fosse este poema o mar dos teus cabelos e brilhante
noite de luar escreveria pesaroso a ausência dessa luz
fatigado pelo tempo revolto da vontade fosse este mar
de signos cintilantes a obscura razão da letargia que nenhum
limbo redime por acaso na rota parabólica
da agonia traçaria o teu corpo a ruptura
ao nível da folhagem que nenhuma tempestade iludiria
já que fomos primavera no inverno

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