( para Manoel de Barros meu ensinador
de ignorância )
estou sem texto enriquecido de nada
aqui na margem de uma floresta em Niassa
me desbicho sem vontade para humanizar
entendo sò de raìzes véspera de flor comungo - me
de tèrmites socorrido pela construção do chão no
último suspiro do poente è que podem existir todos
os sois essa è a minha hora ilimito a morcego
já não me pensam cidades o telhado deixa de estar
suspenso ao inverso das minhas asas
lanço - me nessa enseada de luz vermelhos desocupados
pelo dia nesse entardecer vou empobrecendo as palavras
não tenho afilhamento com o papel estou pronto para
ascender a humanidade simples desenho de ausência
na tenda onde me resguardo chegam - me soltas e dispersas
divisões pensatempo poesias assim em miudàdiva ao poeta

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