domingo, 24 de julho de 2022

Conto

Miudàdivas pensamento

( para Manoel de Barros meu ensinador 

de ignorância )

estou sem texto enriquecido de nada

aqui na margem de uma floresta em Niassa

me desbicho sem vontade para humanizar


entendo sò de raìzes véspera de flor comungo - me

de tèrmites socorrido pela construção do chão no


último suspiro do poente è que podem existir todos

os sois essa è a minha hora ilimito a morcego


já não me pensam cidades o telhado deixa de estar

suspenso ao inverso das minhas asas


lanço - me nessa enseada de luz vermelhos desocupados

pelo dia nesse entardecer vou empobrecendo as palavras


não tenho afilhamento com o papel estou pronto para

ascender a humanidade simples desenho de ausência


na tenda onde me resguardo chegam - me soltas e dispersas

divisões pensatempo poesias assim em miudàdiva ao poeta



 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !