quinta-feira, 4 de agosto de 2022

e de novo Lisboa tinha te remancho

numa deriva de quem tudo olha

de viès  esvaiado boi no guincho

o outro vermelho que te molha

sangue serradura ou na calçada

 que mais faz se è de homem ou de boi ?

o sangue è sempre uma papoila errada cerceada

do coração que foi

groselha na esplanada bebe a velha

e um cartaz na parede nos convida a dar o sangue

franzo a sobrancelha


dizem que sangue è vida mas que vida ?

que fazemos Lisboa aqui os dois na terra


onde nasceste e eu nasci ?
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !