segunda-feira, 18 de julho de 2022

tu

ensinaste - me a fazer uma casa

com as mãos e os beijos

ei morei em ti e em ti meus versos

procuram voz e abrigo e em ti

guardei meu fogo e meu desejo

construí a minha casa porém

já não sei das tuas mãos

os teus lábios perderam - se

entre palavras duras e precisas

que tornaram a tua boca fria


e a minha como um cemitério de beijos

mas recordo a sede unindo as nossas bocas


mordendo o fruto das manhãs proibidas

quando as  nossas mãos surgiam por detrás


de tudo para saudar o vento e vejo teu corpo

perfumando a erva e os teus cabelos soltado


revoadas de pássaros que agora se recolhem

quando a noite se move nesta casa de versos 


onde guardo o teu nome

 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !