ocultamos o amor que crucificamos
em presságios de normas insensatas
calcinadas de teias dissipadas em espirais
de espuma para là do tempo esvoaçante
em correntes líquidas transfiguradas
cumprindo ironias de sangue roxo
improvável sem retorno dilacerando
o melhor em nòs como se o amor fosse
abolir a génese dos afectos petrificar
sensações crispar fluídos silenciados
são tão belas as flores e vegetam ...
são tão belas as flores mas decepadas ...

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