quarta-feira, 13 de julho de 2022

sò a natureza è divina

e ela não è divina

se as vezes falo dela

como de um ente

è que para falar dela

 preciso de uma linguagem

dos homens que dà personalidade

às coisas e impõe nome as coisas

mas as coisas não tem nome nem

personalidade existem e o céu è

grande e a terra larga e o nosso


coração do tamanho de um punhado fechado

bendito seja eu por tudo quanto não sei


è isso tudo que verdadeiramente seu gozo

tudo isso como quem não sabe que há sol


cancioneiro dà a surpresa de ser è alta um louro

comum escuro faz bem sò pensar em ver seu corpo


meio maduro seus seios altos parecem se ela tivesse 


deitada dois montinhos que amanhecem sem ter que

haver madrugada e a mão do seu buraco branco assenta


em palmo espalhado sobre a saliência do flanco apetece

como um buraco


tem qualquer coisa de gomo meu Deus quando è que eu busco ?

ò fome quando è que eu como ? vê - los do sino que eles tecem


estrelas de segredos

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !