se as vezes falo dela
como de um ente
è que para falar dela
preciso de uma linguagem
dos homens que dà personalidade
às coisas e impõe nome as coisas
mas as coisas não tem nome nem
personalidade existem e o céu è
grande e a terra larga e o nosso
coração do tamanho de um punhado fechado
bendito seja eu por tudo quanto não sei
è isso tudo que verdadeiramente seu gozo
tudo isso como quem não sabe que há sol
cancioneiro dà a surpresa de ser è alta um louro
comum escuro faz bem sò pensar em ver seu corpo
meio maduro seus seios altos parecem se ela tivesse
deitada dois montinhos que amanhecem sem ter que
haver madrugada e a mão do seu buraco branco assenta
em palmo espalhado sobre a saliência do flanco apetece
como um buraco
tem qualquer coisa de gomo meu Deus quando è que eu busco ?
ò fome quando è que eu como ? vê - los do sino que eles tecem
estrelas de segredos
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