junto a aragem vosso è o pólen
inconscurpado o fruto o dia
a delirante luz vermelha
vindes na simples harmonia
da fome e da mesa com gestos
sexuais de uma graça infantil
o puro impudor a generosidade
ingénua do pecado eu canto vossas
coxas verdes o antigo turbilhar do
instinto que transportais casta-mente
como um depósito no sacràrio do sexo
canto vosso ventre diurno a grande inocência
de uma entrega milagrosa humildemente teço
minhas palavras grata sobre a fecundidade
da carne ergo minha taça ouço o oculto rumorejar
de fonte humildemente dissipo a solidão aceite apelo
de esperma mereço a poesia humildemente
repudio a morte

Sem comentários:
Enviar um comentário