por saberes que nada dizes
o que ambos sabemos embora
possa dizer do nada que me
disseste a insustentável
transgressão que desagrega
qualquer ela de fragilidade
impossível por ser corrente
indivisível devir o medo palpita
nas palavras como um lodo escuro
sò visível quando as águas do rio por conta
deixam de pulsar a melodia solar que se reflecte
no espelho anelante um dia o sol deixará de lançar
os seus dardos de fogo e tu irás partilhar um leito
de cinzas ao nível da gelada presunção de nem ter sido

Sem comentários:
Enviar um comentário