e permanece fluída como um regato
cuja musicalidade comove por ser água
sémen de penumbra que dizer do assombro
que trago no teu corpo ?
o sonho transforma a noite da distância
anunciada num farol de proximidade
cujo alcance dissipa cintilações vacilantes
somos agora um mar de tranquilidade sob
lençol prateado das vagas onde o assombro
a ilha do teu corpo como um pedaço de areia
brilhante e espessa e curvilínea onde pontificam
dois seios nacarados que se oferecem como pérolas
de colheita sinto então a caricia da tua mão invisível
o aconchego dos teus membros de espuma e soçobro
na água profunda do teu ventre como se o abraço líquido
dos amantes não fosse o que somos por sermos um sò

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