domingo, 10 de julho de 2022

a matéria nem sempre è uma fantasia

e uma pedra ou outra tomba do sonho

e permanece fluída como um regato

cuja musicalidade comove por ser água

sémen de penumbra que dizer do assombro

que trago no teu corpo ?

o sonho transforma a noite da distância

anunciada num farol de proximidade

cujo alcance dissipa cintilações vacilantes

somos agora um mar de tranquilidade sob 

lençol prateado das vagas onde o assombro


a ilha do teu corpo como um pedaço de areia

brilhante e espessa e curvilínea onde pontificam


dois seios nacarados  que se oferecem como pérolas


de colheita sinto então a caricia da tua mão invisível

o aconchego dos teus membros de espuma e soçobro


na água profunda do teu ventre como se o abraço líquido

dos amantes não fosse o que somos por sermos um sò
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !