quinta-feira, 21 de julho de 2022

Pergunta - me

se ainda ès o meu fogo se acendes ainda

o minuto da cinza se despertas a ave magoada

que se queda na árvore do meu sangue 

Pergunta - me

se o vento não traz nada

se o vento tudo arrasta

se na quietude do lago repousam

a fúria e o tropel de mil cavalos

Pergunta - me

se te voltarei a encontrar de todas as vezes


que me detive junto as pontes enevoadas

e se eras tu que eu via na dispersão do meu ser


se eras tu que reunias pedaços do meu poema reconstruìndo

a folha rasgada na minha mão descrente qualquer coisa


pergunta - me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável

simples para que eu saiba que queres ainda saber mesmo 


sem te responder saibas o que te quero dizer
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !