domingo, 17 de julho de 2022

os sapatos envelheceram depois de usados

mas foi por mim mesmo

aos mesmos descampados

e as borboletas posavam nos dedos

de meus pés as coisas estavam mortas

muito mortas mas a vida tem outras portas

muitas portas na terra três ossos repousavam

repousavam mas há imagens que não podia

explicar ultrapassam - me as lágrimas correndo

podiam incomodar mas ninguém sabe dizer porque

o eco embrulha a voz quando somos crianças e ele


corre atrás de nòs 


fizeram muitas vezes minhas fotografia

mas meus pais não souberam impedir


que o sorriso se mudasse em zombaria

e um coração ardente em coisas frias


sempre foi assim vejo um quarto escuro

onde sò existe a cal de um muro  ver


do guindaste do porto o funesto

de outro mundo morto mas não sei


ver coisas simples como a água

fugi e encontrei a cruz do assassinado


mas quando voltei como se não houvesse

voltado


comecei a ler um livro e nunca mais tive descanso

meus pássaros caíram sem sentido no olhar do gato


passavam muitas horas estendia o tempo aquele tempo

como agora não sabia como o tempo cava na cave um


caminho escuro onde a formiga passe lutando com a folha 

o tempo è o meu disfarce


 

Sem comentários:

Enviar um comentário

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !