domingo, 17 de julho de 2022

as mãos que se procuram

quando o olhar adivinha a vida

prende - se outro olhar de criatura

o espaço se converte na moldura

o tempo incide incerto sem medida

as mãos que se procuram ficam presas


os dedos espreitados lembram aves de rapina

quando agarra  da carne de outras aves indefesas


a pele encontra a pele se arrepia oprime o peito

o rosto outro rosto desafia a carne entrando na carne


se consome suspira o corpo todo e desfalece e triste

volta a si com sede e fome


AMOR CONDUSSE NOS AD UMA MORTE
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !