segunda-feira, 16 de maio de 2022

Tu ensinaste - me

tu ensinaste - me a fazer uma casa com as mãos

eu morei em ti e em ti meus versos procuram

voz e abrigo e em ti guardei meu fogo meu desejo

construí a minha casa porém não sei já das tuas mãos

os teus lábios perderam - se entre palavras duras e precisas


que tornaram a tua boca fria a minha boca

 triste como um cemitério de beijos


mas recordo a sede unindo as nossas bocas

mordendo o fruto das manhãs proibidas


quando as nossas mãos surgiam por detrás

de tudo para saudar o vento e vejo o teu corpo


perfumando a erva e os cabelos soltando revoadas

de pássaros que agora se recolhem quando a noite


se move nesta casa de versos onde guardo o teu


nome
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !