e o brilho doce que sò tem as cerejas
è neles que adormeço e dos dedos retiro
a luz azul do arquipélago
os teus gestos são letras sílabas poemas
os teus gestos são paginas inteiras
são a tua boca a namorar na minha boca
o cio dos séculos a saudar o tempo
são os teus gestos que me acordam
gestos que vestem o silêncio fundo das ravinas
e assinalam a água dos desertos
são música são lume são a respiração do teu olhar
a seara de espigas que ondula no meu corpo
a tua boca a tua boca
oh ! tambèm a tua boca um túnel para minha noite
um poço para minha sede os fios dormentes de àgua
que a tua lìngua solta num grito cor - de - rosa
e a minha lìngua sorve e canta e os meus dentes
mordem derramando a seiva da tua primavera sem palavras
o poema inquieto e livre que a tua boca oferece à minha boca
as loucas bebedeiras de ternura atè ao sangue os beijos como
fogueiras as lìnguas como rosas
ah ! a tua boca para minha boca

Sem comentários:
Enviar um comentário