segunda-feira, 16 de maio de 2022

Nos teus gestos

no teu gesto  há animais em liberdade

e o brilho doce que sò tem as cerejas

è neles que adormeço e dos dedos retiro

a luz azul do arquipélago

os teus gestos são letras sílabas poemas

os teus gestos são paginas inteiras


são a tua boca a namorar na minha boca

o cio dos séculos a saudar o tempo


são os teus gestos que me acordam


gestos que vestem o silêncio fundo das ravinas  

e assinalam a água dos desertos


são música são lume são a respiração do teu olhar

a seara de espigas que ondula no meu corpo


a tua boca a tua boca


oh !  tambèm a tua boca um túnel para minha noite

um poço para minha sede os fios dormentes de àgua


que a tua lìngua solta num grito cor - de - rosa

e a minha lìngua sorve e canta e os meus dentes


 mordem derramando a seiva da tua primavera sem palavras

o poema inquieto e livre que a tua boca oferece à minha boca


as loucas bebedeiras de ternura atè ao sangue os beijos como

fogueiras  as lìnguas como rosas


ah ! a tua boca para minha boca
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !