terça-feira, 24 de maio de 2022

Nocturnamente

nocturnamente te construo para que sejas

palavra do meu corpo peito que em mim

respira olhar em que me despojo na rouquidão

da tua carne me inicio e me denuncio sabes

agora para o que venho e por isso me desconheces

não quero o primeiro beijo


quero -me


corpo ante o abismo

terra no rasgão do sismo


os lábios ardendo entre tremor e temor

o escurecer da luz no desaguar dos corpos


o amor não tem depois

quero o vulcão que na terra não toca


o beijo antes de ser boca


 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !