das casas onde nos amamos ou pelas ruas
clandestinas da grande cidade livre estarão
sempre vivos os sinais de um grande amor
estes densos sinais de amor e de morte com
que se vive a vida ai estarão de novo as nossas mãos
e nenhuma dor será possível onde nos beijamos
eternamente apaixonados meu amor eternamente
livres prolongaremos em todos os dedos os nossos
gestos e profundamente no peito dos amantes
a nossa alma líquida e atormentada
desvendará em cada minuto o seu segredo
para que este amor se prolongue noutras
bocas ardam violentos de paixão os nossos
beijos e os corpos se abracem e se confundam
mutuamente violentando - se a noite para que outro
dia afinal seja possível

Sem comentários:
Enviar um comentário