segunda-feira, 16 de maio de 2022

Nenhuma morte apagará os beijos

nenhuma morte apagará os beijos e por dentro 

das casas onde nos amamos ou pelas ruas 

clandestinas da grande cidade livre estarão

sempre vivos os sinais de um grande amor

estes densos sinais de amor e de morte com


que se vive a vida ai estarão de novo as nossas mãos

e nenhuma dor será possível onde nos beijamos


eternamente apaixonados meu amor eternamente

livres prolongaremos em todos os dedos os nossos


gestos e profundamente no peito dos amantes

a nossa alma líquida e atormentada 


desvendará em cada minuto o seu segredo

para que este amor se prolongue noutras


bocas ardam violentos de paixão os nossos

beijos e os corpos se abracem e se confundam


mutuamente violentando - se a noite para que outro

dia afinal seja possível


 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !