terça-feira, 6 de julho de 2021

os navios existem


 e existe o teu rosto encostado ao rosto dos navios sem nenhum destino flutuam na cidade partem no vento regressam nos rios

na areia branca onde o tempo começa uma criança  passa de costas para o mar anoitecer não há duvida  anoitecer è preciso partir è preciso ficar os hospitais cobrem - se de cinzas ondas de sombras quebram - se nas esquinas amo - te e entram pela janela as primeiras luzes das colinas as palavras que te envio são interditas atè o meu amor pelo halo das searas se alguma regressasse nem jà conhecia o teu nome nas suas curvas claras dói - me esta água este ar que se respira dói - me esta solidão de pedra escura estas mãos nocturnas

onde aperto os meus dias quebrados na cintura e a noite cresce apaixonadamente nas suas margens nuas desoladas cada homem

tem apenas para dar um horizonte de cidades boombardeadas

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !