terça-feira, 6 de julho de 2021

amar - te assim

desvelado entre barro fresco e ardor

sorver o rumor das luzes entre os teus

lábios fendidos deslizar pela vertente 

da garganta ser musica onde o silêncio

aflui e se concentra irreprimível queimadura

ou vertigem desdobrada beijo a beijo brancura

dilacerada penetrar na doçura de areia ou do lume

na luz queimada mais azul no oiro anoitecido

entre pétalas cerradas no alto navegável golfo

do desejo onde o furor habita crispado de agulhas


onde faça sangrar as tuas águas nuas
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !