noticias do meu pais
o vento cala a desgraça
o vento nada me diz
pergunto aos rios que lavam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não sossegam
lavam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país o vento cala
a desgraça o vento nada me diz
pergunto aos rios que lavam tanto sonho à flor das águas
e os rios não sossegam lavam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país minha pátria a flor das águas
para onde vais ? ninguém diz se o verde trevo desfolhas
pede noticias e diz ao trevo de quatro folhas que morro
por meu país
pergunto a gente que passa porque vai de olhos no chão
silêncio è tudo o que tem quem vive na servidão
vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados e quem
gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados e o vento
não me diz nada de novo vi minha pátria pregada nos braços
em cruz do povo vi meu poema na margem dos rios que vão
pró mar com quem ama a viagem mas tem de ficar vi navios a partir
Portugal a flor das águas vi minha Trova florir verdes folhas màgoadas
há quem te queira ignorada e fale pàtria em teu nome vi - te crucificada
há sempre quem semeie canções no vento que passa mesmo na noite mais triste
em tempos de servidão há sempre quem resiste há sempre alguém que diz não

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