sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Trova o vento que passa

pergunto ao vento que passa

noticias do meu pais

o vento cala a desgraça

o vento nada me diz

pergunto aos rios que lavam

tanto sonho à flor das águas

e os rios não sossegam


lavam sonhos deixam mágoas

ai rios do meu país o vento cala


a desgraça o vento nada me diz


pergunto aos rios que lavam tanto sonho à flor das águas

e os rios não sossegam lavam sonhos deixam mágoas


ai rios do meu país minha pátria a flor das águas

para onde vais ? ninguém diz se o verde trevo desfolhas


pede noticias e diz ao trevo de quatro folhas que morro

por meu país


pergunto a gente que passa porque vai de olhos no chão

silêncio è tudo o que tem quem vive na servidão


vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados e quem

gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados e o vento


não me diz nada de novo vi minha pátria pregada nos braços

em cruz do povo vi meu poema na margem dos rios que vão


pró mar  com quem ama a viagem mas tem de ficar vi navios a partir

Portugal a flor das águas vi minha Trova florir verdes folhas màgoadas

há quem te queira ignorada e fale pàtria em teu nome vi - te crucificada


há sempre quem semeie canções no vento que passa mesmo na noite mais triste

em tempos de servidão há sempre quem resiste há sempre alguém que diz não

 

Sem comentários:

Enviar um comentário

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !