vendo as nuvens mais perto
e as estrelas em bando a sopro
do mar o seio perfumado ora
os leques abrindo ora os leques
fechando sò de meu cimo de meu
trono os rumores do dia ouvir nascendo
o primeiro arrebolo e no azul dialogar
com o espírito das flores que invisivel
ascende e vai falar ao sol
sentir romper o vale dos meus pés
rumorosa dilatar - se a cantar a alma sonora
e quente da árvores que em flor abre a manhã
cheirosa dos rios onde luz todo o esplendor
do Oriente e juntando a essa voz glorioso murmúrio
de minha fronte e abrindo ao largo espaço os véus
ir com ela através do horizonte purpúreo e penetrar nos céus
ser palmeira depois de homem ter sido esta alma que vibra
em mim sentir que vibra e eu espalmo a tremer nas folhas
palma a palma e distendo a subir num caule fibra a fibra
que bom dizer então bem ao firmamento alto o que outrora
jamais homem dizer não pode da menor sensação ao máximo
tormento quando passa através da minha existência rude !
e esfolhando - me ao vento idômita e selvagem
quando aos arroncos vem bufando bufando o temporal
poeta bramir então dizer que te amo mãe natureza !
mãe cheirosa dos rios onde luz todo esplendor do Oriente
e juntando essa voz glorioso murmúrio de minha fronde
e abrindo ao largo espaço os véus ir com ela através do horizonte
purpúreo e penetram nos céus
ser palmeira depois de homem ter sido esta alma que vibra em mim
sentir novamente vibra e eu espasmo a tremer nas folhas palma a palma
è isto que aqui então dizer que te amo mãe natureza !
de medo como entendes a voz do pássaro no ramo e eco que tem no oceano
as borregas tremendas tormentas a pedir uno sono a cuja luz referves ou no
verme do chão ou na flor que sorri mais tarde em qualquer tempo a minha alma
conserves para que eternamente me lembre de ti!

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