quinta-feira, 28 de julho de 2022

Rabisco na areia

« continuação do poema anterior »

o nosso coração assim ideal 

e fraternalmente se entrega ao fugaz

ao vivo não ao seguro e durável

cansa - nos o permanente

rochas mundo estrelas

almas almas de ar e bolhas de sabão

enigmas ao tempo  efémeras a quem

o orvalho na rosa o idilio   de um passarinho

o fim de um painel de nuvens fulgor de neve


arco - íris borboleta que esvoaçava

eco de riso que sò de passagem nos alcança


pode valer uma festa ou razão de dor

amamos o que è semelhante a nòs


e entendemos os rabisco que o vento deixa na areia


Hermann Hess

em andares 1961 
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !