sexta-feira, 15 de julho de 2022

Quis

um compasso de espera erguer a manhã

à altura sonâmbula dos meus sonhos e fui

como quem apanha insónias num campo

de girassòis despentear os teus cabelos

de menina ainda lua já mulher um fio

de horizonte surgiu nos contornos de

gaivota que deslizou entre dois verbos

e os sonhos espalham - se atè ao sul

do meio - dia num voo raso pelas dunas

do azul como búzios inquietos nas mãos


da maresia acordo na última amarra de verão

e ainda adormecido sonho que faço de maresia


a curva inquieta do meu regaço !
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !