que gritos de revolta \e dor
e triunfo se desfraldam no ar
surpreendidos ? eia ! companheira
è o teu filho que chega são as mais
poderosas forças do mundo abrindo
entre sangue e dor a sua torrente
indomável è a primavera que canta
nos nossos troncos mortos è o rebentar
das folhas e ramos e olhos e mãos dos
gomos secos são o grito dos gaios com cio
nos montes de todo abertos e as searas de braços
que nascem nos campos despovoados são fontes
e mares que rebentam e homens de rosto sereno
para erguer as cidades são mastros e velas que
nascem e olhos e mãos de cacos podres dos nossos barcos submersos
e são homens audazes e belos crescendo ao leme e à proa
è a primavera mais bela das idades que chega com arados asas e iras
jamais suspeitas para acordar a força que dorme nos corações parados
è o homem despindo raios das pontas dos dedos vento do norte vento do sul
homens e mulheres soprando das trinta e duas pontas da rosa dos ventos !

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