segunda-feira, 18 de julho de 2022

nenhuma morte

apagará os beijos e por dentro das casas

onde nos amamos ou pelas ruas clandestinas

da grande cidade livre estarão sempre vivos

os sinais de um grande amor esses densos sinais

de mor e da morte com que se vive a vida ai estarão

as nossas mãos e nenhuma dor será possível onde

nos beijamos eternamente apaixonados meu amor

eternamente livres prolongaremos em todos os gestos

e profundamente no peito dos amantes a nossa alma liquida

e atormentada desvendará em cada minuto o seu segredo


para que este amor se prolongue e noutras boca

ardam violentos de paixão os nossos beijos


e os corpos se abracem mais e se confundam

mutuamente violando - se violentando a noite


para que o outro dia afinal seja possível


 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !