apenas somos fluindo
docemente movidos
pela sede do ser
atravessamos o dia a noite
a gruta e a catedral
assim sem descanso as enchemos
uma a uma e nenhuma là è lar
a aventura a tormenta
ora caminhos sempre
ora somos sempre visitantes
a nòs não chama o campo arado
a nòs não cresce o pão
não sabemos o que de nòs quer Deus
que barro em suas mãos connosco brinca
barro mudo e moldável que não rio nem choro
barro amassado que nunca cose
sou enfim como uma pedra sólido !
duras uma vez !
eternamente vivo è este o nosso anseio
que medroso arrepio permanece a pesar
de eterno e nunca será o repouso no caminho

Sem comentários:
Enviar um comentário