quinta-feira, 7 de julho de 2022

na noite de lisboa

sò os morcegos não conseguem voar

nesta electricidade o pólo oposto

provoca inesperado contacto e curto

circuito os insectos descontroladamente

seduzidos volteiam  em torno das lâmpadas

e há peixes cegos seguindo o próprio desejo

e os sentimentos mais exclusivos depois chegou ao


 fundo a fàlua dos beijos quem sair dela será o rei do mar

como escrever o príncipe da noite de Lisboa porque a noite

elege os seus próprios reis e princesas assiste - se a permanentes

actos de coração a note dispõe de seus paramentos e códigos depois

esmorecida vai abandonando os seus personagens nas portas dos bares

os barris vazios de cerveja os gostos atravessam fugida-mente as praças

sobre o Tejo e com pezinho de lã a luz do amanhecer recua a electricidade

o dia requisita a razão e os braços que envolviam um corpo amado nem tempo

nos dà para agradecer os sonhos aumenta o trânsito e engarrafa na primeira

esquina regressa a frase feita a boca dormente pelo beijo da noite que se retirou

para repousar voltará mais logo  e sempre e talvez nos traga uma lua enorme para

compensar
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !