nesta electricidade o pólo oposto
provoca inesperado contacto e curto
circuito os insectos descontroladamente
seduzidos volteiam em torno das lâmpadas
e há peixes cegos seguindo o próprio desejo
e os sentimentos mais exclusivos depois chegou ao
fundo a fàlua dos beijos quem sair dela será o rei do mar
como escrever o príncipe da noite de Lisboa porque a noite
elege os seus próprios reis e princesas assiste - se a permanentes
actos de coração a note dispõe de seus paramentos e códigos depois
esmorecida vai abandonando os seus personagens nas portas dos bares
os barris vazios de cerveja os gostos atravessam fugida-mente as praças
sobre o Tejo e com pezinho de lã a luz do amanhecer recua a electricidade
o dia requisita a razão e os braços que envolviam um corpo amado nem tempo
nos dà para agradecer os sonhos aumenta o trânsito e engarrafa na primeira
esquina regressa a frase feita a boca dormente pelo beijo da noite que se retirou
para repousar voltará mais logo e sempre e talvez nos traga uma lua enorme para
compensar

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