quinta-feira, 14 de julho de 2022

falo com uma velha árvore

que acho atè que já è surda

desabafo conto - lhe todos

os meus segredos para desanuviar

mas será que tenho segredos ?

claro que sim todos temos os nossos

na volta já não são segredos são degredos

que atrofiam o espírito e a alma mas já

os desvendei a meio mundo pelo menos

os meus menos a quem devia o que dificulta

ainda mais o caminho a percorrer continuo


a olhar para essa árvore já velha e cansada

conto - lhe todos os meus segredos e pensamentos


sem falar e fico a espera e ela nada em silêncio 

muda como se estivesse a ouvir

tranquilo continuo a espera num compasso de espera


eterno sem fim perco - me no horizonte do seu perfil

 nas suas ramadas que mais parecem estradas


simplesmente deixo de pensar perco - me por ai

pelo infinito encontro um refúgio não sei bem onde


 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !