desabafo conto - lhe todos
os meus segredos para desanuviar
mas será que tenho segredos ?
claro que sim todos temos os nossos
na volta já não são segredos são degredos
que atrofiam o espírito e a alma mas já
os desvendei a meio mundo pelo menos
os meus menos a quem devia o que dificulta
ainda mais o caminho a percorrer continuo
a olhar para essa árvore já velha e cansada
conto - lhe todos os meus segredos e pensamentos
sem falar e fico a espera e ela nada em silêncio
muda como se estivesse a ouvir
tranquilo continuo a espera num compasso de espera
eterno sem fim perco - me no horizonte do seu perfil
nas suas ramadas que mais parecem estradas
simplesmente deixo de pensar perco - me por ai
pelo infinito encontro um refúgio não sei bem onde

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