quinta-feira, 21 de julho de 2022

Despedida

aves marinhas soltaram - se

dos teus dedos quando anunciaste

despedida e que eu habitar lugares

secretos e me embriagara com os teus

gestos recolhi as palavras vagabundas

com a tempestade que engole os barcos

porque ama os pescadores

impossível separar - nos agora que gravaste

o teu sabor sobre o sùbito infinito do tempo

por isso toco no grão e na erva e na poeira


da luz clara a minha mão reconhece

a tua face de sal


e quando o mundo suspira exausto


e desafia entre mercados e ruas eu escuto

sempre a voz que è dos teus lábios se desprende


e se recolhe ali se embriagamos corpos dos amantes

o teu ventre aceitou a gota inicial e um novo habitante


enroscou no segredo da tua carne nesse lugar encontramos

os nossos lábios à funda circulação do sangue


porque me amavas eu acreditava ser os homens


comandar o sentido das coisas afogar poentes despertar séculos

à frente  e desenterrar o céu para com ele cobrir os teus seios de neve
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !