a terra será clemente
voltará a ser a Deusa mãe
para nos colher por fim
e guardar para sempre no calor
do seu seio a plenitude da nossa
esperada paz
ò vozes vorazes
de mecânica velocidade tapeando o horizonte
com violentos leques de retórica !
o meu amor ainda vivo em veias subterrâneas
eu quero ser a tua voz lúcida e ardente para
conjugar os arcos dos teus membros lacerados para que surjas
enfim como o esplendor
onde estão aqueles que podiam metamorfosear a indigência
da separação real real abrindo um espaço de respiração solar
e reunir todos os que conhecem a sua solidão

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