segunda-feira, 18 de julho de 2022

Alexandra

há pequenas aves que tem raìzes nas palavras

que não ficam arrumadas com decência na

literatura palavras de amantes sem amor

gente que sofre e quem falta o ar quando

faltam as palavras

quando digo o teu nome há uma ave que

levanta voo como se tivesse nascido o dia

e uma brisa encancerada nas amêndoas se

soltasse para impelir para o mais frio

para o mais alto


para o mais azul

quando volto para casa o teu nome vai comigo

e ao mesmo tempo espera - me já numa casa

construída com dois nomes como se tivesse

duas frentes uma para montanha e outra para o mar


por vezes dou - te o meu nome e fico com o teu

espreito então pela janela de onde vêem cosas

que nunca antes tinha visto


coisas que adivinhava mas que não sabia

coisas que sempre soube mas nunca quis olhar


nessas alturas o meu nome è o teu olhar

os meus olhos são justamente a pronúncia

do teu nome que se diz com um pequeno

brilho molhado um som pequeno como

o roçar de asas dessas aves que constroem

o ninho na folhagem da fala e criam raìzes

fundas nas palavras vulgares que os vulgares

amantes engrandecem quando falam de amor
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !