sábado, 16 de julho de 2022

acendes na aurora

à nossa lâmpada marinha

enquanto a crisália rompe

o milenário cárcere

sopro fino de vento a rigor

levando  areia o rosto hirto

um deserto húmido no olhar

um dedo apontado ao mito


a beleza do silêncio no grito

cada ilha um livro um filho


parido por hábil febre a mar

dedo de marfim por escrito


passo a passo màgoa barco

a pele tecida a mão ao leme


carícia forte   o instante para revolução

de dar nome a um coral esperar céu aberto ao chão
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !