quinta-feira, 14 de julho de 2022

a ti

passas a ouvir o meu canto

afago o teu ventre para que

não sejas estéril afago as minhas

mãos suavíssimas atè ao fundo

do teu ventre neste lugar exacto

onde os pianos se silenciam  ai

onde os nossos nomes se aliam

as feridas da infância inacabada

transgredindo os interditos

toco - lhes eles retinem


acordam o passado sem passado

silêncios separam - nos 


silêncios recobrem a voz daqueles

que já cà não estão
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !