quarta-feira, 13 de julho de 2022

a pedra as árvores

atropelam - me folhas e galhos

dentro de mim vazio que sou

o que sou o verifico que os vegetais

como as pedras apodrecem

amar amar o poder de uma criatura

entre criaturas senão amar ?

amar amar e esquecer

amar e mal amar


amar desamar amar sempre 

e atè de olhos vidrados  amar ?


que pode pergunto eu o ser amoroso sozinho

em rotação universal senão rodar tambèm


e amar ?


amar o que à praia traz à praia e o que ele sepulta

e o que na brisa marinha è sal ou procissão de amor ?


ou simplesmente ânsia ?


deserto o que è entrega ou adoração expectante e amar

o inóspito o áspero um vaso sem flor um chão de ferro


e o peito inerte e a rua vista em sonho uma ave de  rapina 

este è o nosso destino amor sem conta destruído pelas coisas


nulas porfias ou nulas doação limitada a uma completa ingratidão

e na concha vazia do amor a procura paciente de mais amor e mais


amor na concha vazia do amor a procura medrosa paciente de mais e mais amor !



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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !