quarta-feira, 20 de julho de 2022

A casa

sei dos filhos pelo modo que ocupam a casa

uns buscam os recantos outros existem à

janela a uns satisfaz uma sombra a outros

nem o mundo basta uns batem com a porta

outros hesitam como se não houvesse saída

raras vezes sou pai sou sempre todos os meus 

filhos sou a mão indecisa no fecho sou a noite

passada entre o relógio e o escuro


em mim ecoa a voz que a entrada 

se anuncia  cheguei ! e eu sorrio


de resposta chegou !

ma se nunca ninguém partiu ...


e tanto em mim demoram esperas

que me fui trocando por soalho


e me converti em sonolentas janelas

agora eu mesmo sou a casa  infatigável


casa a que meus filhos eternamente regressam


 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !