domingo, 15 de maio de 2022

Se me esqueceres

se me esqueceres quero que saibas uma coisa

sabes como è se olho a lua de cristal o ramo

vermelho de lento Outono à minha janela

se toco junto ao lume a impalpàvel cinza

ou o enrugado corpo da lenha tudo

 leva - me para ti como se tudo o que existe

aromas luz metais fossem pequenos barcos


que navegam atè as tuas ilhas que me esperam

mas agora se pouco a pouco me deixas de amar

deixarei de te amar pouco a pouco


se de sùbito me esqueceres não me procures

porque já te terei esquecido


se julgas que è vasto e louco o vento de bandeiras

que passa pela minha vida e resolves deixar - me


a margem do coração em que tenho raìzes pensa

nesse dia a essa hora levantarei os braços e as minhas


raìzes sairão em busca de outra terra


porém se todos os dias a toda hora te sentires destinada

a mim com doçura implacável de todo todos os dias


uma flor sobe - te aos lábios à minha procura 

ai meu amor ai minha amada em mim todo


o fogo se repete em mim nada se apaga nem

se esquece


o meu amor alimenta - se do teu amor

enquanto viveres estarás nos teus braços

sem sair dos meus


atravessamos e vencemos tudo e vencemos

olho para o passado com embriagues mas não


è com menos deslumbramento que encaro o nosso 

futuro


ei - nos agora um do outro para o todo sempre

sem ansiedades sem inquietações  sem angústias


atravessamos e vencemos tudo o que era mau e poderia

 ser fatal estamos na plena posse dos nossos dois destinos


fundidos num sò


o nosso amor não terá a frescura dos primeiros tempos

mas è um amor a prova que conhece a sua força e que


mesmo para além do túmulo espera ser infinito

o amor quando nasce sò vê a vida


o amor que dura vê a eternidade


            abraça - me ... abraça - me  

quero ouvir o vento que vem da tua pele ver o sol

nascer no intenso calor dos nossos corpos


quando me perfumo assim em ti nada mais existe

a não ser este relâmpago feliz esta maçã azul que


foi colhida na palidez de todos os caminhos

e que ambos mordemos para provar o sabor


que tem a carne incandescente das estrelas

abraça - me veste o meu corpo de ti para


que em ti eu possa buscar o sentido da vida

procura - me com os teus antigos braços


de criança para desamarrar  em mim a eternidade

essa soma formidável de todos os momentos livres


que um e outro pertencem


abraça - me quero morrer em ti em mim

espantado amor dà - me de beber antes


a água dos teus beijos para que possa leva - la

comigo e oferece - la  aos outros pequeninos


sò essa água fará reconhecer o mais profundo

o mais intenso amor do universo 


quero que dele fiquem a saber atè as estrelas mais

antigas e brilhantes


abraça - me uma vez mais sò mais uma vez


não sei se existes


 

Sem comentários:

Enviar um comentário

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !