sábado, 14 de maio de 2022

Quero que saibas

se me esqueceres quero que saibas  uma coisa

como  se olha a lua de cristal o ramo vermelho

do lento Outono à minha janela se toco junto

ao lume impalpàvel cinza ou enrugado corpo

da lenha tudo leva - me a ti como se tudo o que

 existe aromas luz metais fossem pequenos barcos

que navegam atè as tuas ilhas que me esperam


mas agora se pouco a pouco me deixares de amar

pouco a pouco deixarei de te amar


se de súbito me esqueceres não me procures

porque já te terei esquecido se julgas que è vasto

e louco o vento de bandeiras que passa pela minha

vida e resolves deixar - me na margem do coração


em que tenho raìzes pensa nesse dia a essa hora

levantarei os braços e as minhas raìzes sairão

em busca de outra terra


porém se todos os dias  te sentires destinada a mim

ai meu amor ... ai minha amada em mim todo esse fogo


se repete em mim nada se apaga nem se esquece

o  meu amor alimenta - se do teu amor e enquanto


viveres estarás nos teus braços sem sair dos meus

atravessamos e vencemos tudo olho para o passado

com embriagues mas  não è com menos deslumbramento

que encaro o nosso futuro


ei - nos  agora um do outro para todo o sempre sem ansiedades

sem inquietações sem angústias atravessamos e vencemos tudo

o que era mau e podia ser fatal estamos na plena posse dos nossos


dois destinos fundidos num sò  o nosso amor não terá a frescura

dos primeiros tempos mas è um amor à prova que conhece a sua


força e que mesmo para além do túmulo espera ser infinito

o amor quando nasce sò vê a vida o amor que dura vê a eternidade


                        abraça - me ... abraça - me ...


quero ouvir o vento que vem da tua pele  ver o sol nascer do intenso

sol dos nossos corpos


quando me perfumo assim nada mais existe a não ser este relâmpago

feliz esta maçã azul que foi colhida na palidez de todos os caminhos

que ambos mordemos para provar o sabor da carne  incandescente


da estrelas


abraça - me veste  o meu corpo de ti para que em ti eu possa buscar

o sentido da vida 


procura - me com os teus antigos braços de criança para desamarrar

em mim a eternidade essa soma formidável de todos os momentos livres


que um e outro pertenceram


abraça - me quero morrer de ti em mim espantado amor

dà - me de beber dos teus beijos para que possa leva - la 


comigo e oferecê - la aos outros pequeninos sò essa água fará

reconhecer o mais profundo o mais intenso amor do universo


e eu quero que dele fiquem a saber as estrelas mais antigas e brilhantes 



 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !