ao meu que no sono eles dissipem as
trevas como um duplo tambor no bosque
combatendo contra o espesso muro de
folhas molhadas
nocturna travessia brasa negra do sono
interceptando o fio das ervas terrestres
com a pontualidade dum comboio
desvairado
que sombra e pedras frias sem cessar arrastesse
por isso amor prende - me ao movimento puro
a tenacidade que o teu peito bate com asas
dum cisne submerso para que as perguntas do céu
responda o nosso sono com uma única chave
com a única porta fechada pela sombra

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