terça-feira, 24 de maio de 2022

Poema Mestiço

escrevo mediterrâneo

na serena voz do Índico

sangro norte em coração

do sul 

na praia do Oriente

sou areia naùfraga de nenhum mundo


hei - de começar mais tarde

por ora sou a pegada do passo

 por acontecer ...


a mulher è uma nuvem não há como

lhe deitar âncora


O poeta


faz agricultura às árvores numa única semente

planta a terra inteira


o bom caminho è haver volta para  a ida sem vinda

basta o tempo


 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !