terça-feira, 17 de maio de 2022

Obscuro domínio

amar assim desvelado entre barro fresco e ardor

sorver o rumo das luzes entre os teus lábios

fendidos deslizam pela vertente da garganta

ser música onde o silêncio flui e se concentra

irreprimível queimadura ou vertigem desdobrada

beijo a beijo  brancura dilacerada 

penetrar na doçura da areia ou do lume na luz


queimada da pupila mais azul no oiro anoitecido

entre pétalas cerradas  no alto navegável golfo


do desejo onde o furor habita crispado de agulhas

onde faça sangrar as tuas mãos nuas
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !