terça-feira, 24 de maio de 2022

Companheiros

quero escrever - me de homens

quero calcar - me de terra

quero ser a estrada marinha

que prossegue depois do último

caminho e quando ficar sem mim

não terei escrito senão por vòs

irmãos de um sonho por vòs que não

sereis derrotados deixo a paciência

dos rios a idade dos livros

mas não lego  mapa nem bússola


porque andei sempre sobre meus pès

e doeu - me as vezes viver


hei - de inventar um verso que vos faça justiça

por ora basta - me o arco - íris em que vos sonho


basta saber que morreis demasiado

por viverdes de menos


mas que permaneceis sem preço

 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !