domingo, 15 de maio de 2022

AMOR

de esperas construímos o amor intenso

e sùbito que encheu as tuas mãos de sol

e a tua boca de beijos e em estranhos

desencontros nos amamos

havia um rio mas sempre ficamos a margem


eu tocava o teu peito e os teus olhos

a nas minhas mãos a tarde projectava

grandes sombras enquanto as gaivotas


disputavam sobre a água talvez um peixe

inquieto algo que nunca podemos ver


as nossas bocas procuravam sempre ávidas

e macias e  por muito tempo permaneciam


assim unidas machucando nossas línguas

quase enlouquecidas


depois olhava - nos nos olhos no mais profundo

silêncio
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !