quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Quero

que saibas uma coisa

sabes como è se olho

a lua de cristal o ramo

vermelho do lento Outono

à minha janela


se toco junto ao lume a impalpàvel

cinza ou enrugado corpo da lenha

tudo me leva para ti como se tudo

que existe aromas luz metais fosse

pequenos barcos que navegam atè

as ilhas que me esperam


mas agora se pouco a pouco me deixas

de amar deixarei de te amar pouco a pouco


se de sùbito me esqueceres não me procures

porque já te terei esquecido


se  julgas que è vasto e louco o vento de bandeiras

que passa pela minha vida e te resolves a deixar - me

na margem do coração em que tenho raìzes pensa que

nesse dia a essa hora levantarei os braços e as minhas

raìzes sairão em busca de outra terra


porém se todos os dias a toda hora te sentes destinada

a mim com doçura implacàvel se todos os dias uma flor

uma flor te sobe aos lábios à minha procura aì meu amor

aì minha amada em mim todo esse fogo se repete em mim

nada se apaga nem se esquece o meu amor alimenta - se do 

teu amor e enquanto viveres estarà nos teus braços sem sair dos meus
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !